terça-feira, setembro 4

noticias sobre supercomputadores...

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Supercomputador preverá clima nas Olimpíadas
Os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, terão previsão do tempo e controle de qualidade do ar feitos por um supercomputador de 9,8 teraflops. O governo chinês acaba de comprar um IBM System p575, que ficará no Centro Meteorológico de Pequim. O sistema vai cobrir uma área de 44 mil quilômetros quadrados para informar, de hora em hora, as condições de tempo e qualidade do ar nesse perímetro. A máquina, que utiliza microprocessadores da linha Power 5+, tem 80 nós. A capacidade de processamento de 9,8 teraflops equivale a trilhões de operações por segundo. De acordo com a IBM, a sua configuração inicial coloca o System p575 entre os dez computadores mais rápidos da China. O valor do investimento não foi divulgado. Atualmente, o Blue Gene/L, também da IBM, ocupa o cargo de supercomputador mais veloz do mundo com uma capacidade de processamento de 280 teraflops. No entanto, a empresa americana anunciou para o final do ano a chegada do Blue Gene/P, que será capaz de processar até 3 petaflops de informações em momentos de pico. (plantão Info)
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O Blue Gene/P
IBM lança nova geração de supercomputadores. A IBM anunciou o Blue Gene/P, a segunda geração de supercomputadores do mundo. Segundo a empresa, o Blue Gene/P praticamente triplica o desempenho de seu antecessor, o Blue Gene/L - atualmente o mais rápido do mundo - e é o pacote de computação que mais economiza energia e espaço já construído. O resultado é uma máquina que ultrapassa os outros sistemas e alcança um nível que permite à ciência e à supercomputação comercial tratarem de problemas vitais, como por exemplo, modelar um órgão humano inteiro para determinar interações com drogas. Os pesquisadores podem executar simulações de testes clínicos em 27 milhões de pacientes em uma tarde, usando apenas uma pequena parte da capacidade total da máquina. A Solução IBM System Blue Gene/P é projetada para operar continuamente em uma velocidade que excede um “petaflop”, ou um quatrilhão de operações por segundo. O sistema é 100 mil vezes mais poderoso do que um computador residencial e pode processar mais operações em um segundo do que uma pilha de laptops de 2.400 metros. O Blue Gene/P pode ser configurado para atingir velocidades superiores a três petaflops, um nível de desempenho que muitos pensavam ser inatingível há poucos anos.A linha Blue Gene nasceu de uma iniciativa visionária da IBM de desenvolver uma plataforma de computação científica altamente escalável e confiável. Com o Blue Gene, os designers evitam duas grandes restrições na supercomputação atual, os requisitos de uso da energia e espaço. O Blue Gene foi construído para ocupar espaços pequenos e utilizar menos eletricidade, em comparação aos outros designs disponíveis no mercado. Hoje, o Blue Gene/P economiza pelo menos sete vezes mais energia do que qualquer outro supercomputador. A influência do modelo de computação e do design super-econômico do Blue Gene, que já foi considerado exótico, pode ser encontrado em qualquer segmento de mercado em que as pessoas buscam economia de energia e desempenho, sem a tradicional dependência em uma freqüência de chip. O design do BlueGene utiliza muitos chips pequenos, com baixo consumo de energia. Cada um destes chips é conectado através de cinco redes especializadas dentro do sistema. Como o seu antecessor, o Blue Gene/P possui um design modular, composto por “racks” que podem ser adicionados de acordo com a maior necessidade.Quatro processadores IBM (850 MHz) PowerPC 450 estão integrados em um único chip do Blue Gene/P. Cada chip tem a capacidade de realizar 13,6 bilhões de operações por segundo. Uma placa de 0,61 metros por 0,61 metros que contém 32 destes chips produz continuamente 435 bilhões de operações por segundo, tornando-o mais poderoso que um cluster típico de 40 nós, baseado em processadores de commodity de dois núcleos. Trinta e duas placas compactas compreendem os racks de 1,8 m de altura. Cada rack executa até 13,9 trilhões de operações por segundo, 1.300 vezes mais rapidamente do que os computadores residenciais mais rápidos de hoje. A configuração do Blue gene/P de um petaflop é composta por 294.912 processadores, sistema de rack 72, subordinado a uma rede ótica de alta velocidade. O Blue Gene/P pode ser escalado para 884.736 processadores, num cluster de racks 216 para atingir um desempenho de três petaflops. Uma configuração padrão do Blue Gene/P terá 4.096 processadores por rack. Há algumas diferenças básicas entre o Blue Gene/L e o Blue Gene P. No hardware, o Blue Gene/P tem mais (quatro contra dois) processadores por chip e os processadores são mais rápidos (850 MHz contra 700 MHz). Possuem mais memória e um modo SMP para suportar aplicativos multi-encadeados. Este novo modo SMP traz o Blue Gene/P para um ambiente de programação similar ao encontrado em clusters comerciais. O Blue Gene/P melhora muito o desempenho da rede coletiva para minimizar gargalos comuns e inerentes a sistemas grandes de computação paralela. O software marca o terceiro principal upgrade do Blue Gene/P, o gerenciamento de sistemas, o ambiente de programação e o suporte de aplicativos foram todos refinados no Blue Gene/P.O sistema operacional do Blue Gene é baseado no software livre Linux. Os aplicativos são escritos em linguagem comum, como por exemplo, Fortran, C e C++ que usam padrões baseados em protocolos de comunicação MPI. O Blue Gene/P é compatível com diversos aplicativos que atualmente são executados no Blue Gene/L, incluindo os que lideram pesquisas em física, química, biologia, aeroespacial, astrofísica, genética, ciência de materiais, cosmologia e sismologia.Uma variedade de fornecedores independentes de software tem planos de portar as ferramentas e aplicativos existentes para o Blue Gene/P. Dentre estes: Gene Network Sciences, TotalView Technologies, Inc., Tsunami Development LLC e Visual Numerics, desenvolvedores de IMSL. O BlueGene/L deve ficar pronto até o final deste ano e será usado inicialmente em pesquisas científicas na Alemanha. A Big Blue explica que a máquina é capaz de simular “em apenas uma manhã” os efeitos que uma nova droga pode ter sobre o corpo humano mesmo processando dados de 27 milhões de pessoas diferentes. Para dar uma idéia da capacidade de processamento do Blue Gene/P, a IBM afirma que ele eqüivale a 100 mil PCs modernos trabalhando juntos ou uma pilha 2 quilômetros de laptops operando em conjunto.
fonte : B2B Magazine, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO e outras
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Como tudo começou? Com a própria IBM, mais de cemanos atrás
No final do século XIX, nos Estados Unidos, o estatístico Herman Hollerith idealizou uma solução eficiente para o censo de 1890. Hollerith concebeu diversas máquinas elétricas para a soma e contagem de dados, representados sob a forma de perfurações, distribuídas em fita de papel. Estabeleciam-se circuitos elétricos e os dados podiam ser computados de forma automática e rápida. Com o uso dessas máquinas, os Estados Unidos acompanharam o crescimento de sua população. Os resultados do censo de 1890 foram fornecidos três anos depois e com isso, fez-se uma economia de vários anos de trabalho. Em 1896, a fita de papel foi substituída por cartões, elemento básico das máquinas IBM, e também Hollerith criou a Tabulating Machine Company. Em 1911, a International Time Recording Co., de registradores mecânicos de tempo, e a Computing Scale Co. de instrumentos de aferição de peso, uniram-se à Tabulating Machine Company, formando-se então a Computing Tabulating Recording Co. – CTR. Com os excelentes resultados obtidos, o Governo Brasileiro resolveu contratar a CTR para o censo demográfico de 1920. Nesse mesmo ano chegaram ao Brasil as primeiras máquinas impressoras. As constantes pesquisas de engenharia resultaram na criação e no aperfeiçoamento de novas máquinas de contabilidade. Os produtos ganhavam maior qualidade, surgiram novas máquinas e com elas novos escritórios de vendas e mais vendedores. Em fevereiro de 1924 a CTR mudou seu nome para INTERNATIONAL BUSINESS MACHINES – IBM. Em consequência do constante e rápido desenvolvimento, a IBM criou uma subsidiária independente, chamada IBM World Trade Corporation. As atividades da IBM World Trade Corporation se estendem hoje por mais de 150 países. As fábricas e laboratórios da IBM funcionam em 15 diferentes países. A IBM Brasil é uma das subsidiárias da IBM World Trade Corporation. Em 1917, a IBM surgiu no Brasil, tendo sido a primeira filial fora dos Estados Unidos. O ano de 1924 marcou o estabelecimento definitivo da IBM Brasil. A IBM é uma empresa que investe em pesquisa e desenvolvimento mantendo-se na liderança do ranking de publicação de patentes há 14 anos consecutivos.

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