segunda-feira, dezembro 17

Aucassin & Nicolete : livros iluminados






depois dos primórdios da escrita em pergaminhos, muito difundida pelas civilizações greco-romana, veio um período que conheceu um novo artefato como suporte da escrita: o livro. justamente os primeiros livros que temos conhecimento, produzidos por monges irlandeses, estão entre os mais belos já manufaturados até hoje, ainda que estes primeiros tenham sido confeccionados inteiramente a mão, num processo penoso e de individualidade artística. até quase o final da idade média, grande parte dos livros produzidos valorizavam demasiadamente o que chamamos de iluminuras, que são os excessivos floreios e embelezamentos das letras e margens, em detrimento de um texto mais fluido, coisa que começou a mudar na renascença com o uso de tipos romanos, capitulares ornamentais menores e menos exóticas e uma diagramação mais ortodoxa e regular.
o uso das antigas iluminuras decaiu muito, e entre os séculos XVIII e XIX quase não os se encontram mais.

todavia, um revivalismo de antigas tradições apregoado por Willian Morris e outros artistas de seu tempo fizeram com que, em fins do século XIX e início do século XX surgissem toda uma nova gama destes livros "iluminados", agora produzidos com técnicas tipográficas, em tiragens maiores, mas, todavia, com aquela inspiração estática tão particular.

se estes livros não podem se prestar ao ensino da matemática e da filosofia, é inegável sua força de comunicação para poesia e alguma prosa. seguem imagens de um destes livros, obtido no site Illuminated Books

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