terça-feira, junho 20

a modernidade contemporanea é o lugar onde tudo acontece... (tipografia)




acho que nao se pode dizer que a modernidade é a sintese, em se tratando de artes, graficas, por exemplo, a area a que me dedico, a sintese dos tempos passados. acho, sim, que a modernidade é o lugar onde todo o passado se permite. o passado nao está em nosso dia a dia sintetizado, mas possivel. se verificarmos, por exemplo, os layoutos historicos de revistas veremos que elas passaram por momentos mais ou menos clean ao longo do seculopassado. assim que a editoracao eletronica surgiu ficou facil adicionar spots nas capas e elas sujaram-se um pouco. hoje temos um equilibrio. na nossa modernidade o art noveau aparece em propagandas de cerveja. nao como sintese, mas como linguagem univoca, do comeco ao fim da propaganda. o art deco "decora" bares inteiros (predomina na verdade nesta area) do cardapio aos moveis e fachadas. as blackletter fraktur revivem-se a cada dia e sao usadas nos nomes dos grandes jornais da alemanha, américa e o mundo todo. o excesso de imagens tridimensionais dos inicios da computacao grafica ja nao se ve tanto hoje em dia. (ilustração: escrita insularis ou saxã, em "O Caso de Charles Dexter Ward, quer uma fonte gratuita com esta escrita?)

interessando-me sobremaneira pela escrita e tipologia cito o caso das palavras agregadas (sera que a agregacao das palavras no idioma alemao nao vem da era das letras goticas - textura - em que todas se confundem?) em logotipos como em ForteGás, Banco24 e etc. isso era comum na baixa idade media quando palavras e mais palavras comprimiam-se nas paginas devido ao alto custo das mesmas (o bug do milenio ja existia entao). vem desta epoca o uso excessivo das minusculas (que eu aprovo) haviam alfabetos inteiros sem letras capitais. Talvez por isso em certos pergaminhos vemos a escrita gotica ser ornada com letras capitais carolingeas, por exemplo. Depois o gotico desenvolveu suas proprias capitais, extremamente ornamentais.o uso da letra antiqua pelos italianos e seu sucesso no mundo inteiro veio sepultar esta tradicao, até a Bauhaus (justamente um movimento nascido na alemanha) propor o renascimento de um alfabeto apenas de minusculas, com o a sem gancho (exemplo avant garde e avalon) rivalizando com o antiqua, depois humanista (da arial e times)

o uso da acentuacao enquadra-se dentro deste historico. pode-se viver muito bem hoje em dia sem acentuacao, como se fazia outrora. a pontuacao, que entao era muito pouco usada, foi das evolucoes que se manteve mais arraigada (pela sua utilidade obvia) e talvez nao evolua mais nos proximos seculos...

Um comentário:

marcelo disse...

acentuação não é um acessório gráfico, faz parte da língua.

buco
paco
e
meca

experimente com os acentos e cedilhas...