Mostrando postagens com marcador alfabetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alfabetos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 21

Catálogos Tipográficos e Alfabetos






imagens do maravilhoso mundo dos catálogos tipográficos, type speciments, livros de alfabetos e penmanship manuals. nunca me canso de vê-los e namorá-los com o olhar. alkguns estou pouco a pouco conseguindo adquirir. os melhores, não preciso dizer, não são nada fáceis de adquirir pois chamam muita atenção nos leilões na Internet, dificilmente sendo vendidos abaixo dos 200 dólares cada. o último importante mesmo quer adquiri foi o BARNHART BROTHERS SPINDLER old TYPE Catalogue BOOK 25-A, de 1920, por US$ 259,00. Espero que aporte aqui empoucas semanas...
as duas primeira imagens são so famosissimo livro de Delamotte. as imagens 3, 4 e 5 são do ainda mais raro (século XVIII) "Escuela de Leer Letras Cursivas", impresso na Espanha, e que trata de paleografia e alfabetos. Muito completo, havia um exemplar deste importante livro no Gabinete Portugues de Leitura de Recife, mas sumiu (na verdade sumiram com ele, pois ele não caminha sozinho), ó pá!

quinta-feira, novembro 1

Manuais de Caligrafia norte-americanos do séculoo XIX



O estilo de escrita cursiva mais comum nos Estados Unidos e na Inglaterra, tendo-se em consideração um ensino de nível menos popular, foi certamente uma derivação da escrita comercial, ou Copperplate, inglesa. Forjou-se, no entanto, nos Estados Unidos, em fins do século XIX, variações rebuscadas desta caligrafia, desenvolvidas por calígrafos como Zaner e Spencer, naquilo que convencionamos chamar de estilo spenceriano.


Os manuais, alguns com centenas de páginas, ensinando estes estilos rebuscados junto com maneiras de educação, etiqueta e cortesa sociais, prosperaram então, na Inglaterra e EUA vitorianos. Estamos para receber uma série de itens desta natureza aqui na Intellecta, principalmente pelo interesse em alfabetos (estes manuais os tinham em profusão) e capitais vitorianas decorativas e altamente ornamentais.


Estes nomes, ainda que aparentemente nobres, são parentes muito proximos da escrita cursiva aprendida nas escolas ainda hoje, em paises ocidentais, e caligrafia esta, que voce, se tem lá seus quase 40 anos, como eu, deve ter aprendido nos antigos "cadernos de caligrafia".


sim, embora as versais (maiusculas) da escrita Copperplate não sejam fáceis para qualquer mortal desenhar, suas minusculas sofreram pouquissima evolução até os dias atuais, sendo de fato quase sem retoques, as minusculas - se bem desenhadas - de hoje em dia.


estes "cadernos de caligrafia" que usamos na velha escola são descendentes diretos de ancestrais como este que temos aqui para voce (se quiser adquiri-lo). um caderno de caligrafia utilizado por volta de 1800 por um certo Lommic van Obevesen, em Nova York, provavelmente descendente de holandeses como muitos daquela cidade então. o estilo, em se tratando de um método prático, e menos rebuscado, tem maiusculas claramente zanerianas e minusculas mais a copperplate. Nosso Obevesen não era um aluno muito diligente, embora eu pense que ele ainda ia melhorar - afinal este caderno trazia a quinta lição de uma série de doze, contempladas no "Payson, Dunton and Scribners National System of Penmanship - In Twelve Numbers", estes sim, os Payson & Dunton, caligrafos e instrutores de primeira, reconhecidos até hoje na história da caligrafia e ensino caligráficos. Nosso menino Obevesen era mesmo um pouco displicente, tendo derramado tinta em várias páginas de seu livro, sem contudo comprometer a leitura em nossos dias. A contracapa apresenta um rasgo de 1/5, mas não podemos culpa-lo, afinal, outro pode tê-lo feito. este livro, e outras raridades do período, pertenceram originalmente a uma família descendente direta de um soldado da Guerra de Independencia americana, morto em 1794, como pesquisamos no material que recebemos: "Schoharie County New York. Family name was Ruth Dietz Vrooman Wadsworth. Note single paper inside of of the book indicate that she is a lineal descent from a Revolutionary War Soldier if that area, died in 1794. "


Preço: US$ 15,95, na Ebay, ou mais. Para clientes no Brasil, apenas R$ 29,90, com frete gratuito

---


This is a 1881 Penmanship Calligraphy Lesson Book belonging to Lommic Van Obevesen (name in the cover). He was a student at the District 6 school. Where.This softcover book has a practice sentence at the top. Below practice in pen 13 x is his penmanship work. 20 pages measuring 8 x 7. In very good clean condition.

The lesson teaching to writing in a easy and single mixed Copperplate and Spencerian style, but the student was not very diligent, I think. A good source to artists, calligraphers and typographers at general.

This book (when new and blank fields) was published by the famous Payson, Dunton and Scribners in your "National System of Penmanship - In Twelve Numbers" (this is the 5th Lesson) and printed and distributed by Potter, Answorth& Co, from New York and Chicago.

The hardcover is acceptable condition as noted in the photograph, while the back cover have a missing1/5 part. The pages are in good condition as pictured and all attached, but few have little ink spots,because, I say, the student was not a good boy. The spots does not obscure the text. No looser pages, all are attached. Complete, tight and in remarkably good shape for being a century old. This fantastic book measures 5 x 8" overall and features 63 pages. Today it's book and other volumes from this collection are very important for home school students, college students or anyone studying early american ways of writing at America. Vintage condition, especially considering the issue is over 115 years old.

This book was in a family in Schoharie County New York. Family name was Ruth Dietz Vrooman Wadsworth. Note single paper inside of of the book indicate that she is a lineal descent from a Revolutionary War Soldier if that area, died in 1794.

quarta-feira, setembro 19

Do alfabeto aos ambigramas (completo)

(artigo originalmente publicado, com ilustrações, na Red LatinoAmericana de Diseño)
Desde a época em que a escrita ocidental latina, ou alfabeto latino, teve suas formas quase totalmente definidas pela civilização romana muito de maravilhoso com esta invenção humana foi produzido...
Desde la época en la escritura occidental latina y su alfabeto, tuvo sus formas casi totalmente definidas por la civilización romana. A partir de entonces muchas cosas maravillosas han sido producidas
A tipografia, como a conhecemos hoje, é o apogeu histórico, mas apenas uma das facetas que envolvem a escrita e o alfabeto. Logicamente devemos nos lembrar primeiramente que o alfabeto também é utilizado manualmente pelos cidadãos do mundo inteiro, o que gerou desde o seu princípio histórico certas variações estilísticas de uso, algumas muito singulares, outras mais escolásticas, a que chamamos em seu conjunto caligrafia.
La tipogragia como hoy la conocemos, es apenas una de la facetas que envuelven la escritura y el alfabeto. Por supuesto que este es nuestra primera referencia, puesto que es utilizado por todo el mundo, lo que generó desde el principio muchas variaciones, algunas muy singulares, otras más escolásticas, lo que llamanos en su conjunto: Caligrafía
Além do uso mais ou menos sofisticado e ornamental do alfabeto através da caligrafia e dos calígrafos – que aliás é prática entre todos os povos e formas de escrita, particularmente notável entre os árabes e os sino-japoneses – podemos encontrar outros usos do alfabeto enquanto expressão de forma e conteúdo nos logotipos da sociedade moderna, muitos dos quais apresentam criativas soluções variantes de um tema, a LETRA, que em mais de dois milênios parece nao se esgotar. De fato, qualquer principiante em nosso ramo sabe que existem mais de 60.000 fontes tipográficas digitalizadas com variações formais entre elas. Se somarmos a este espetacular numero os milhões de logotipos criados por designers, letristas e publicitários mundo afora, veremos que cada caracter de nosso alfabeto pode se apresentar em milhões de formas possíveis. Isto sem citar os “monogramas”, que serão matéria futura aqui, neste espaço. Además del uso, mas o menos sofisticado y ornamental del alfabeto a traves de la caligrafía y de los caligrafos, que por lo demás es una práctica de todos los pueblos, siendo notables los japoneses Como a mente humana compreende-os sempre e invariavelmente representando seus fonemas originais é um exemplo talvez perfeito da teoria do esquecimento de Nietzsche, que exemplificava a mesma com “uma folha” de uma árvore universal, sempre reconhecida enquanto folha.
A tipografia, até bem pouco tempo, seguia normas muito rígidas de desenvolvimento devido a limitações de ordem técnica. Nesse período que cito surgiu um outro tipo de profissional, assemelhado ao calígrafo, que podemos chamar de letrista. Este profissional desenvolvia escritas publicitárias, que chamamos apropriadamente de “lettering”, as quais podemos reconhecer imediatamente, por exemplo, em rótulos de produtos. Muitos designers gráficos se vêem, cedo ou tarde, em sua profissão, diante do desafio de desenvolver um lettering para um produto ou cliente.
Aparentemente até recentemente não existia – ao que eu saiba – uma outra forma criativa do uso do alfabeto e que chama-se “Ambigrama”. Entrevistei o ambigramista e designer gráfico brasileiro Cleber Faria que nos explica:
“Ambigrama é uma maneira de representar uma palavra a qual pode ser discernida por mais de um ângulo, sendo a mesma palavra ou uma outra. Eles podem ser de rotação 180º, 90º, espelhado ou negativo e positivo. A palavra é submetida por uma série de transformações com o intuito de mantê-la sempre legível. Ambigrama, portanto, seria a palavra ambígua que permite mais de uma leitura, dependendo do ponto de vista do leitor. O termo ambigrama teve sua origem com base em conversações que Douglas Hofstadter teve com um pequeno
grupo de amigos em Boston, em 1983-84. Este termo não poderia ser atribuído a um único autor, pois sua descoberta foi coletiva, segundo Douglas, mas sua participação na criação desta palavra certamente foi mais importante do que ele modestamente aceita reconhecer. Do ponto de vista da pureza etimológica, a palavra ambigrama é híbrida, pois une o radical latino ambi, de ambíguo, com o radical grego grama, de escrita. É muito apropriado que sua própria denominação
já contenha a ambigüidade a que ela se refere. Existem dois mestres os quais admiro muito e que me incentivaram a começar nesta arte, são eles John Langdon e Scott Kim, sendo que o primeiro ficou bastante conhecido por criar os ambigramas para o livro Anjos e Demônios de Dan Brown. Hoje existe uma infinidade de blogs sobre o assunto com diversos artistas expondo seus trabalhos, no Brasil são raros os bons ambigramistas, talvez dê pra contar nos dedos. Mas no mundo inteiro pode se encontrar excelentes profissionais. Eis alguns livros, escritos
por verdadeiro mestres no assunto: Inversions, de Scott Kim; Wordplay, de John Langdon; Ambigrammi, de Douglas Hofstadter e Les Ambigrammes, de Burkard Polster, para citar poucos”
Conheça o trabalho de Cleber Faria aqui.
Outros sites de ambigramistas:
John Langdon, inclusive citado particularmente em Fonts.Com

sexta-feira, agosto 24

arvore genealogica do alfabeto...


sei que voces sabem. mas para quem não sabe ai vai uma arvore genealogica simplificada do alfabeto.

quinta-feira, agosto 9

alfabeto arquitetonico : Steingruber








este é o fantástico "Architectural Alphabet - 1773" de Steingrubber. um libvro que esteve semas atrás a venda na Ebay, e pelo qual eu certamente mentiria, roubaria e chantagearia. se voce quer ler a respeito visite as páginas do Giornale Nuovo.

quinta-feira, julho 5

alfabetos




aqui está uma pequena seleção de tres alfabetos pictóricos, obtidos em DeviantArt, um deles baseado na obra de Lovecraft

domingo, maio 20

que alfabeto é este?


Esta minha fonte já está pronta. Trata-se de um revival de um antigo alfabeto. Porém não tenho certeza quanto a autoria ou publicação original deste alfabeto. Terá sido nos livros de Dellamotte? Alguém aí pode me ajudar a identificar melhor este material?

terça-feira, maio 8

"Coluna de Letras" na Deutsche Welle

esta dica eu pesquei na lista de tipografia de que participo. trata-se de uma nova seção do site da Deutsche Welle, publicação alemã, totalmente em português. seção esta que perambula pelo mundo das letras tipográficas, das linguagens vivas e das publicações impressas e as interações entre estas tres. nos links abaixo quatro novas matérias de relevância (e não pense que é só tipografia...

"A palavra escrita é mais que um mero registro do discurso oral. Ela é uma mídia própria que revela muito sobre as formas de comunicação de uma sociedade e seus mal-entendidos."

Escrita na camisa de força, para todos os tamanhos: A disputa por formatos não é invenção da era digital. O uso do papel oscila há muito tempo entre norma e variação, acompanhando em geral necessidades econômicas.

Europa escreve em novo alfabeto: O círilico passa a ser o 3° alfabeto da União Européia, ao lado do latino e do grego. Adoção da escrita original eslava interfere na percepção do que é europeu e põe em evidência o tênue limite entre Oriente e Ocidente.

Da viabilidade de uma guerrilha editorial: A Merve talvez seja a mais cult das editoras alemãs. Um projeto improvisado que se impôs ao mainstream e influenciou as últimas gerações de intelectuais na Alemanha.

A literatura é incompatível com a mídia? Günter Grass reclama do baixo nível da imprensa alemã e escreve poemas para superar os ataques da opinião pública no último ano.

quinta-feira, abril 5

DeGrassi e nosso webalbum

aqui segue mais uma leva de imagens relacionadas a alfabetos exóticos. este é um dos mais antigos alfabetos exóticos conhecidos, realizado por Giovannino de Grassi (século XIV) que foi

Italian miniaturist, sculptor and painter, one of the main representatives of the Lombardian school of illuminations fluorishing under the patronage of the Visconti. This school excelled in the representation of nature. Grassiás sketch-book in the Biblioteca Civica, Bergamo manifests the results of this school. Grassi was a court artist, with the contribution of his son Salamone he executed for Gian Galeozzo Visconti the Uffiziolo (Book of the Offices). He worked as a sculptor in Cathedral of Milan.

aqui dois (1) (2) artigos obtidos no Giornale Nuovo, onde tudo começou e aqui a compilação de algumas imagens, no nosso webalbum, onde voce poderá ver também alfabetos de Mittelli


terça-feira, março 20

capitulares hebraicas

anteriormente eu havia postado um comentário sobre a esquisitice que é uma capitular ornamental árabe.

hoje vamos mostrar aqui as capitulares ornamentais hebraicas de uma obra muito importante da religião judaica, a Sefer Aruch (Basel 1599). nas duas primeiras imagens vemos o mesmo princípio estético que é aplicado as capitulares do alfabeto latino. o resultado a primeira vista é identico ao com o que estamos acostumados em nosso alfabeto. é importante lembrar que de fato o alfabeto hebraico e o latino tem a mesma origem histórica: o desenvolvimento da escrita alfabética fenícia, oriunda por sua vez (é uma teoria) de um proto-alfabeto desenvolvido no Sinai por funcionários autóctones da admininistração egípica na região (ver Douglas MacMurtrie).

as próximas duas gravuras mostram um resultado bem diferente...

sobre a obra e os autores:

COMPLETE 332 pages. 28 x 19 cm. Overall very fine condition. Professional restoration to title and first few pages. Original vellum binding.

The book
The Aruch authored by Rabbi Nathan ben Rabbi Yechiel Anav, explains legal terms, gives etymologies and explanations of foreign (including those in Aramaic, Latin, Greek, Arabic, and Persian) words, and makes the Talmud more explicable to students. The Aruch thus provides traditions from North Africa, Babylonia, and Germany. It is tremendously helpful to talmudic scholars in helping them explicate arcane or foreign words and terms Author of the Aruch (order), a lexicon of Hebrew. It explains the translations, various interpretations and difficulties surrounding words taken from the entire Bible, Talmud, Midrash and Targums in Hebrew and Aramaic. He is frequently quoted by Rashi.

The Author
Rabbi Nathan ben Yechiel Anav was the greatest Italian Jewish scholar in the 11th century. As a child, he studied with his father, the founder of the Yeshiva in Rome. He also studied in Narbonne, learning the German/French talmudic disciplines. In 1070, at the death of his father, Rabbi Nathan joined his two brothers Rabbi Abraham and Rabbi Daniel to become the teachers at the Rome Yeshiva. All three wrote responsa; some scholars believe that he even answered a question written to him by Rashi. Rabbi Nathan was known for his generosity; he and his brothers financed the building of a magnificent synagogue and mikvah in Rome. While head of the yeshiva, Rabbi Nathan wrote his famous lexicon of the Talmud and major midrash collections, the Aruch.
Rabbi Nathan traced his family back to the scholars who were brought to Rome by Titus in 73 CE.

Rabbi Shmuel Archevolti
Aan excellent Talmudist and Italian grammarian, and poet of the sixteenth century, who loved the Hebrew language and delighted in its poetical phrasing and shading, was disinclined to uphold the ideas advanced by Rabbi Judah ha-Levi, who, though one of the greatest Hebrew poets, did not treat Biblical subjects poetically, maintaining that they did not readily lend themselves to such treatment. Rabbi Archevolti held the opposite view, and in respectful terms wrote against his famous predecessor, employing the Talmudic bit of satire, "The dough must be bad indeed if the baker says it is." Rabbi Shmuel Archevolti was born in Cesena, Italy 1530 ca and passed away in Padua 1611.