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sábado, outubro 8

entropia : dicionário filosófico de Voltaire : cadeia de acontecimentos

CADEIA DOS ACONTECIMENTOS
Há muito que se crêem os acontecimentos encadeados uns aos outros por invencível fatalidade - o Destino - que é em Homero superior ao próprio Júpiter. Sem refolhos confessava o soberano dos deuses e dos homens não poder impedir que seu filho Sarpédon morresse no prazo preestabelecido. No momento em que devia nascer Sarpédon nascera, nem poderia deixar de ser assim. Não podia morrer em outro lugar senão diante de Tróia. Não podia ser enterrado senão em Lícia. Seu corpo, no prazo preestabelecido, produziria legumes que se transmudariam em substância de alguns licienses. Seus herdeiros haveriam de estabelecer nova ordem em seus estados. Essa nova ordem influiria nos reinos vizinhos. Do que resultariam novas disposições de guerra e paz com os vizinhos dos vizinhos de Licia. E assim sucessivamente o destino da terra dependeu da morte de Sarpédon, a qual dependeu de outro acontecimento, que por seu turno se ata por intermédio de outros à origem das coisas. Tivesse um único desses fatos acontecido diferentemente, outro fora o mundo. Ora, impossível que o mundo atual existisse e não existisse ao mesmo tempo: portanto impossível fora a Júpiter salvar a vida do filho, por muito Júpiter que fosse. Diz-se que este sistema da necessidade e fatalidade inventou-o Leibnitz em nossos dias, chamando-lhe razão suficiente. Entretanto é antiquíssimo. Não é de hoje que não há efeito sem causa e que muitas vezes a mais insignificante das causas produz os maiores efeitos. Conta o sr. Bolingbroke que lhe proporcionaram ocasião de concertar o tratado particular da rainha Ana com Luís XIV as questiúnculas da sra. Marlborough e da sra. Masham. Esse tratado conduziu à paz de Utrecht. A paz de Utrecht firmou Filipe V no trono de Espanha. Filipe V conquistou Nápoles e Sicília à frente da casa da Áustria. Deve o príncipe que é atualmente rei de Nápoles seu trono à sra Masbam. Não o seria, talvez nem existisse, se a duquesa de Marlborough tivesse sido mais complacente para com a rainha de Inglaterra. Sua existência dependia em Nápoles de uma tolice a mais ou a menos na corte londrina. Examinai a situação de todos os povos do mundo: é o que é por força de uma série de acontecimentos aparentemente insulados, porém realmente baraçados em íntimo emaranhamento. São tudo rodagens, polés, cabos, molas dessa máquina colossal. O mesmo sucede na ordem física. Um vento que sopre do fundo da África ou dos mares austrais acarreta parte da atmosfera africana que recai em chuva nos declívios dos Alpes. Essas chuvas fecundam nossas terras. Nosso vento do norte, por sua vez, leva nossos vapores daqui para o continente negro. Nós beneficiamos a Guiné e a Guiné nos beneficia. A cadeia se estende de cabo a cabo do mundo. Parece-me contudo abusar-se demais desse princípio. Conclui-se não haver e mais ínfimo átomo que não tenha influído na disposição atual do mundo inteiro. Que não há o menor acidente, quer entre os homens, quer entre os animais, que não seja anel essencial da grande cadeia do destino. Entendo eu: todo efeito tem evidentemente sua causa, remontante de causa em causa até o abismo da eternidade. Mas nem toda causa transmite seu efeito até o fim dos séculos. Todo acontecimento decorre um de outro, admito. O presente sai do passado. O futuro sairá do presente. Tudo tem pai. Mas nem tudo tem filhos. Precisamente como numa árvore genealógica: toda família remonta, como é sabido, a Adão, mas na família muitos indivíduos morrem sem deixar posteridade. Existe uma árvore genealógica dos acontecimentos. Incontestavelmente os habitantes das Gálias e de Espanha descendem de Gomer e os russos de Magogue, seu irmão mais novo: encontra-se esta genealogia em tantos livros maçudos! Nesse pé, não há negar devermos a Magogue os sessenta mil russos em armas hoje às portas da Pomerânia e os sessenta mil franceses que combatem nas abas de Francfort. Mas que Magogue haja expectorado à direita ou à esquerda ao pé do Cáucaso, tenha dado duas ou três voltas em redor de um poço, haja dormido do lado esquerdo ou direito, não vejo como possa isso ter influído capitalmente na resolução tomada pela imperatriz da Rússia Elizabete de enviar um exército em socorro da imperatriz romana Maria Teresa. Que meu cão sonhe ou não quando dorme, não percebo que relação poderá ter tão importante fato com os negócios do grão mogol. É necessário atentar em que nem tudo é cheio na natureza e que nem todo movimento se transmite consecutivamente até descrever a volta ao mundo. Lance-se n'água um corpo de mesma densidade. Facilmente se compreenderá que ao cabo de algum tempo assim o movimento do corpo como aquele que comunicou à água se extinguem. O movimento consome-se e repara-se. Por conseguinte o movimento que possa ter produzido Magogue escarrando num poço não pode ter influência no que hoje se passa. na Rússia e na Prússia. Nem todos os acontecimentos pretéritos são pais dos acontecimentos presentes. Todo acontecimento atual provém em linhas diretas do passado. Porém milhares de linhas colaterais há que em nada os interessam. Repitamos: tudo tem pai, mas nem tudo tem filhos. Retornaremos ao assunto ao falar do Destino.

quarta-feira, setembro 19

conhecimento

o ser humano não pode parar. ele deve seguir num moto continuo sempre,como se fosse uma bicicleta que, parando cai. o momento de ouvir a respiração e o silencio é o momento de ouvir a pergunta universal: e a morte? ela virá...
mas a minha maior pergunta sempre foi, para mim mesmo : eu produzi conhecimento?
e você, produziu conhecimento? você fez a sua parte?

domingo, setembro 16

Nietzsche e "A Genealogia da Moral"

muitos anos atrás até que eu era alguma coisa inteligente. depois, excesso de cultura visual (um dos males do nosso tempo) e pouca leitura classica penderam a balança para outro tipo de inteligencia. relendo hoje a "Genealogia da Moral" deste meu mestre, achei uma passagem, da qual retiro a citação mais lúcida, e que transcrevo abaixo, e que muito bem explicava, mais de um século atrás, a origem e o estado de coisas que permeiam a nossa cultura atual, principalmente a brasileira, e que eu poderia citar como baixa-arte, baixa-musica, baixa-cultura, baixa-literatura e por aí vai.
"(...) o plebeísmo do espírito moderno, que é de ascendencia inglesa (...) "
este livro, dos muitos que escreveu Nietzsche, deve ter sido certamente aquele a que Hitler e os teoricos do NASDAP mais se afeiçoaram. e não pela passagem acima, aliás branda, mas pelo que se segue. e que talvez um dia eu publique por aqui suas passagens. porque o Marginália não aprova jogar bombas. mas aprova saber construí-las.

quarta-feira, setembro 5

3 frases de que gosto muito

eis algumas frases de que eu gosto muito, e que me inspiram em minhas linhas de raciocinios. somos modulados, a vida toda, por uma soma constante e diaria de pequenos mecanismos de pensamento que vão se agregando. este conhecimento cumulativo e aleatorio é que molda nossa personalidade. e nada mais. somos softwares altamente complexos, mas programados pelo mundo. livre-arbitrio é uma ilusão. acho que de certa forma isto foi descrito para quem não le filosofia no dialogo entre o Arquiteto e Neo, em Matrix Reloaded
Um sábio não se baseia no que vê, mas no que já sabe
Se um homem pode, todos podem
Uma caminhada de mil kilometros
começa com um passo

sábado, abril 14

Patton, os flancos e o lugar-comun

"Algum idiota um dia disse que tem-se de proteger os flancos e hoje é só o que parecem saber os militares em geral. AOS DIABOS COM OS FLANCOS!"

Este post não é sobre o General Patton, mas sobre a força e a ignorância contidas no lugar-comum. Um filósofo, acho que foi Nietzsche - não sei, já chamou-nos a atenção para o fato lógico (Lógica é uma disciplina historicamente filosófica mas que deve estar hoje eu penso na Matemática) de que a maioria não detém necessariamente a verdade.

George Smith Patton, Jr. (11 de novembro de 1885, San Gabriel, Califórnia, EUA – 21 de dezembro de 1945, Heidelberg, Alemanha)

fonte: Wikipedia em português
Foi o general do 3º exército dos Estados Unidos da América durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecido como "Old Blood and Guts", era amado e odiado pelos seus soldados. Amado por tratar-se de um guerreiro nato e odiado pelo fato de ser rígido ao ponto de não admitir que seus soldados sofressem fadiga de batalha, "este é um santuário para guerreiros, tirem estes covardes daqui, eles fedem" declarou certa vez sobre internos por fadiga de batalha na tomada de Palermo ao visitar um dos hospitais montados para receber feridos. Foi cotado para ser o líder da operação Overlord mas perdeu o cargo para o seu então vice-comandante Omar Bradley.

Patton, gênio militar da Segunda Guerra Mundial, foi um artista. E sua obra-prima? O avanço do 3º Exército dos EUA Operação Cobra durante os anos de 1944 e 45. Os homens de Patton cruzaram a Europa numa velocidade espantosa, libertando cerca de 12 mil cidades e povoados.

Num curto espaço de tempo percorreram 2 mil quilômetros e reconquistaram 200 mil quilômetros quadrados de território. Patton e sua tropa fizeram 1,2 milhão de prisioneiros, deixaram 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos. Em resumo, retiraram em combate mais de 1,8 milhão de prisioneiros. Estes números tão impressionantes só foram obtidos com dois de seus principais traços de personalidade: a capacidade de liderança e a extrema ousadia para ignorar ordens superiores.

Um general de contrastes

Por trás do general sisudo escondia-se um homem de contrastes. De um lado, um herói americano: patriota, casado, duas filhas e um bull terrier - chamado Willie. De outro, um homem cheio de extravagâncias: falava francês, fazia poesias e gostava de desenhar seus uniformes, usava uma pistola Colt 45, com cabo revestido de marfim e suas iniciais gravadas em preto. Acreditava em reencarnação. Jurava ter lutado em Tróia, tomado parte das legiões romanas de Júlio César contra Átila e participado das guerras napoleônicas, orava de joelhos, mas xingava como um caminhoneiro. Era um dos generais mais ricos do exército dos Estados Unidos e foi graduado pela academia militar de Westpoint.

Esquisitices à parte

O general Patton não era um sujeito que podia dispensar uma briga de proporções inimagináveis. Ele dominava uma novidade no cenário de batalhas: a artilharia motorizada. Quando os EUA entraram em campo, dois anos depois do início da guerra, o general Dwight Eisenhower — companheiro dos tempos de caserna e comandante supremo dos aliados — convocou-o imediatamente. Eisenhower sabia que Patton estava entre os poucos homens do mundo capazes de manobrar um exército de tanques blindados. A estréia do general não foi decepcionante. Em novembro de 1942, sob sua liderança, o Marrocos, a Argélia e boa parte da Tunísia foram libertados. O general alemão Erwin Rommel e seu famoso agrupamento de tanques Afrika Korps ficaram encurralados em Túnis, que caiu em maio de 1943, deixando um saldo de aproximadamente 200 mil soldados alemães como prisioneiros.

Como reconhecimento, o general Eisenhower deu a Patton o comando do 7º Exército na Operação Husky, que liberou as cidades de Messina e Palermo do controle nazista e para o desembarque das tropas aliadas na Sicília, sul da Itália. Ali a rivalidade entre o general Patton e o general britânico Bernard Montgomery havia se acirrado. Na Sicília, a ordem era clara: Patton deveria defender os flancos de Montgomery, que avançaria até a cidade de Messina, cuja localização norte era estratégica, encurralando o inimigo e impedindo uma retirada organizada. Patton detestou a idéia de ficar com o papel de coadjuvante. Todavia, nada saiu como planejado. Montgomery encontrou resistência e pediu ao general Harold Alexander que enviasse Patton para ajudá-lo. Alexander emitiu ordens. O general americano simulou problemas na transmissão e seguiu travando uma guerra pessoal contra os alemães, italianos e, de quebra, contra o "aliado" Montgomery. A intenção era chegar na frente do britânico. Sucesso! Conseguiu resgatar o restante da ilha, libertou Palermo e ainda atingiu o destino, reivindicando a glória.

Eu cheguei primeiro!

Patton teve mais uma chance de exibir sua astúcia na batalha das Ardenas, na fronteira da Bélgica com a Alemanha. Durante cinco dias, os alemães isolaram 18 mil soldados americanos na cidade de Bastogne. Patton foi convocado para salvá-los. Em apenas três dias, resgatou os compatriotas. O destino seguinte era o coração da própria Alemanha. Quando cruzou o Reno, Patton violou novamente ordens que proibiam o 3º Exército de atravessar o rio. Uma noite, ouvindo uma transmissão da BBC, escutou um discurso de Churchill atribuindo a Montgomery a façanha de ser o primeiro general a atingir o Reno. Patton enfureceu-se e, diante dos auxiliares, arriou as calças e urinou no Reno gritando: Eu fui o primeiro!

Batalha das Ardenas

Em 16 de dezembro de 1944, há 60 anos, num gesto desesperado, Hitler quis cortar as linhas do inimigo e conquistar a cidade de Antuérpia, foi sua última grande ofensiva e uma das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial. Ele havia percebido corretamente a fragilidade dos aliados na floresta das Ardenas, fronteira da Bélgica com a Alemanha. O local era de difícil acesso e de fato estava mal guarnecido. Foi um risco calculado, justificou-se depois o general Bradley. A ofensiva se deu seis meses depois do desembarque na Normandia, quando os belgas se preparavam para celebrar seu primeiro Natal em liberdade depois de cinco anos.

Operação Torch

Em julho de 1942, o presidente estado-unidense Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill decidiram que os aliados deveriam abrir uma segunda frente de batalha. A intenção era dividir as atenções do exército nazista e ajudar a União Soviética. Stálin queria uma segunda frente na Europa, mas Roosevelt e Churchill preferiram começar pelo norte da África. O comando ficou com Dwight Eisenhower.

Inimigo: Montgomerry

"Monty", como era conhecido, herói nacional e amigo de Winston Churchill, sabia usar como ninguém suas relações pessoais para obter vantagens do Alto Comando aliado. Eisenhower curvava-se a quase todas as suas exigências, o que irritava Patton profundamente. Patton e Eisenhower, antes velhos amigos, foram se afastando. Muito de dizia que a "britanização" de Eisenhower devia-se a um tórrido caso com sua motorista britânica, Kay Summersby. De qualquer maneira, poucos souberam se aproveitar disso como Montgomerry, que facilmente conseguia impor suas idéias.

Patton: um senhor da guerra

A Alemanha estava se esfacelando e a guerra se aproximava do fim. Mas Patton queria chegar antes dos soviéticos a Berlim. O Alto Comando tinha outros planos. O 3º Exército foi enviado para Áustria. Praga, capital da antiga Tchecoslováquia, estava ao alcance das mãos, mas reservado à esfera de influência de Stálin. Quando percebeu que a guerra terminaria sem um confronto com os comunistas, o velho Patton atacou a política de Eisenhower e do presidente Harry Truman, que assumira o cargo em abril de 1945. Com o 3º Exército, varreríamos o que restou dos soviéticos - disse em discurso. Depois da guerra, o general ganhou um posto administrativo na Baviera, Alemanha. Insastifeito, voltou a criticar a política de Eisenhower, que defendia a não-participação de filiados ao partido nazista na reconstrução da Europa. Como na Baviera boa parte da população era filiada, ficava impossível administrar. Assim Patton antecipou sua aposentadoria. Três meses depois de sair da ativa, em dezembro de 1945, um tanque sem freios esmagou o jipe do general, nos arredores de Heidelberg, na Alemanha. Gravemente ferido, ele faleceu em 21 de dezembro e foi enterrado em Hamm, Luxemburgo, junto aos combatentes mortos na Batalha das Ardenas. É o único general americano sepultado fora de sua terra natal. Em tempos de paz, George Patton nasceu para guerra e sem a guerra deixou de ter uma razão para existir.

Patton: o escritor

O General Patton escreveu um diário de guerra, que foi compilado e organizado pela sua esposa Beatrice Ayer Patton chamado "A guerra que eu vi (War as I knew it)", 1974. São memórias deste no período em que participou da Segunda Guerra Mundial. Contém impressões pessoais, táticas e estratégias de guerra além de conselhos de combate. Conta também em detalhes as estratégias utilizadas nas campanhas da África e Sicília, operação Overlord, campanha do Palatinado e outras.


quinta-feira, março 15

livros sobre o pensamento mágico

um estudioso sobre o assunto poderia me adicionar algo sobre este tema. mas a meu ver parecem só existir dois tipos de pensamento, que englobam todos os outros: o pensamento mágico e o pensamento científico.

nossos ancestrais criaram o pensamento mágico, e foi com este modo de pensar que superaram as outras espécies animais no planeta e evoluíram até os dias de hoje. neste processo de evolução do conhecimento criaram diligentemente o pensamento científico.

enquanto uma pessoa (e na verdade todas as pessoas do planeta) convive e desenvolve alternadamente proposições utilizando-se das duas formas de pensar, a sociedade como um todo passou nitidamente de um período ancestral de pensamento mágico (onde o animismo e a religião dominavam as demais esferas da sociedade) para o período atual de pensamento científico (onde os preceitos científicos estão acima de tudo e daí contaminaram as leis, os sistemas de poder, a economia e todas as outras esferas) onde por exemplo inexiste a religião- de-estado

todo este papo começou na dificuldade em que tive para formular um titulo para uma série de posts que envolveria livros de magia, esoterismo, terror, macabro, belo-horrivel, adivinhações, misticismo e etc. afinal, meu interesse residia apenas nos elementos visuais, artísticos, que tais obras poderiam conter. mas é muito diferente um livro para praticantes de magia de um de contos de terror...

minha dúvida perdura para descrever o artista, afinal, qual o pensamento dominante no artista. certamente ele não é mais mágico nem mais científico que a maioria das pessoas. ilustradores de livros de magia, que concepções eles defendiam? preciso ler mais para saber

para ilustrar este primeiro post aí vão imagens de uma obra bem rara, ainda que relativamente contemporânea. trata-se do "La vie execrable de Guillemette Babin, sorcière", de Maurice Garcon, impresso em Paris, Édition d' Art H. Piazza, 1926. que é descrito por um livreiro estrangeiro assim:

Titre illustré & imprimé en deux couleurs, VIII, 151(7) pp. Abondément illustré d. l. texte et avec 10 planches imprimées en deux tons h.-t. Couverture originale imprimée en deux couleurs. Extra: jacquette protective transparante. Exemplaire N° 574 de 1200 exemplaires sur vélin chiffon des papeteries Aussedat. Décoration, compositions par Bernard ZUBER. Non rogné. Tranche supérieure peu défraichie, sinon bon exemplaire. Édition Originale. Pas dans DORBON AINÉ. EUR 190.00 = appr. US$ 235.60. Offered by: Internationaal Antiquariaat Van Vliet - Book number: 17767

este livrinho baratinho (US$ 235.60) é deveras interessante no que diz respeito as ilustrações, maravilhosas e macabras. teve apenas 1200 exemplares impressos, coisa impensável nos dias de hoje, salvo rarísssimas exceções. mais não posso dizer por que mesmo a tão dadivosa internet não me forneceu mais informações sobre criador e criatura.

o texto, aparentemente, é uma ficção sobre um julgamento de um bruxo. portanto é daquelas obras que tenho dificuldade em encaixar no universo do pensamento científico ou mágico. tal e qual a arte.