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terça-feira, agosto 14

Para uma Tipografia Colonial (10) : o núcleo Germano-Suíço na Pensilvania

The manuscript folk art produced by the Pennsylvania Germans is called Fraktur, a name inspired by the broken character of the lettering. Documents of many kinds were gaily decorated with tulips, hearts, stars, crowns, angels, unicorns, eagles, and other figures like many books and broadsides produced by early German printers in America.
A primeira typeface utilizada na América Colonial Inglesa, atual estados Unidos da America do Norte, foi uma escrita fraktur. Cristopher Saur, foi, de fato, o primeiro impressor em solo norte-americano. E seu primeiro impresso, um panfleto, usou esta tipografia, que ele identificava como “Sabon” (1), e que foi desenhada por um tipógrafo anônimo na Alemanha, na Luthersche typefoundry em Frankfurt.

Poderíamos, em liberdade poética, chamar esta misteriosa typeface de "Ephrata Cloister", em homenagem a primeira tipografia e comunidade de impressores da América, quase todos monges, e que hoje tem 275 anos de história.

veja abaixo amostras do tipo "Sabon" utilizado por Saur e logo depois por Johann Peter Miller



Anos depois, num gigantesco esforço, Johann Peter Miller, um renascentista na antiga Pensilvânia, reuniu este grupo de monges e juntos imprimiram o primeiro grande-livro em solo americano, o gigantesco Märtyrer Spiegel (the Martyrs' Mirror).

Ephrata Cloister, ontem e hoje. SAIBA MAIS.
Peter Miller traduziu o texto original diretamente do holandês para o alemão, pois era a língua mais utilizada pelos menonitas pensilvanos de então, numa obra de 1500 paginas, impressa em uma tiragem 1300 exemplares, sendo estes números grandiosos até para os nossos dias atuais, em se tratando de tipografia móvel. Neste belo livro, a “Sabon” ou ”Ephrata Cloister” para mim, é novamente utilizada, desta vez agregando-se um sem numero extravagante e belo de outras typefaces góticas, ornamentais, versais, caixas alta e baixa, num verdadeiro tour-de-force, provavelmente também adquiridas em Frankfurt, já que faltavam ainda três décadas para que os tipógrafos norte-americanos produzissem e fundissem suas primeiras typefaces. Assim, este e outros livros do período utilizaram tipos alemães. No entanto, experiencias com woodtypes começaram, obviamente, antes do periodo das fundições, sendo o proprio Saur um pioneiro, como nos informa o site de John Bryer, que traz muita informação sobre Saur:

"He printed the first bible in European language (German) in 1743; 40 years before first English bible was printed in America. Cast his own type, made ink and paper, printed and bound the bibles."

Algumas destas informações já me eram conhecidas, outras estão sendo agregadas ao nosso know-how através de um novo e importante amigo, Lee Jay Stoltzfus, livreiro e antiquário americano, filho do condado de Lancaster, no coração da histórica Pensilvania Amish, Menonita e Quaker, onde surgiu a imprensa americana colonial pré-revolucionaria.

O núcleo de colonização deste lugar teve grande afluência de populações sueco-alemãs; Jay traçou sua arvore genealógica até seus primeiros antepassados emigrados de Berna e Zweibrucken, nos 1700s. Seus pais, em infância, eram Amish, tendo se afastado, todavia, da comunidade na adolescencia, o que não diminuiu o amor de Jay por suas tradições ancestrais.

Naquele lugar é fácil entender o uso continuado até os dias atuais da escrita fraktur e das línguas germanas, uso este que tem se mantido, por exemplo, numa tradição de artesanato em tecido, pelas mulheres, que remonta a mais de três séculos usando letras fraktur artesanais como decoração.

Jay é bibliófilo, amante da cultura fraktur e do estudo da imprensa colonial norte americana. Seus sites tratam diretamente deste assunto, compilando e resgatando a história da quase totalidade dos primeiros impressores coloniais americanos, incluindo por exemplo, Benjamin Franklin, que tinha participação societária em uma casa tipográfica, tendo sido, inclusive, competidor no mercado frente à imprensa do “Ephrata Cloister”


Lee Jay Stoltzfus


Jay mantém, assim, o The Black Art, A History of Printing in Lancaster County, e participa ativamente do Pensilvânia German Arts and Antiques juntamente com o historiador Clark Hess, além de um blog sobre livros raros – para não falar, é claro, de seu espaço na EbayStore onde vende livros raros

Clark Hess


acima, imagens do blog de Hess, mostrando aspectos das comunidades pensilvanas


acima, as prensas de Franklin e de Bauman (Ephrata Press Cloister)

Sabemos hoje, que a imprensa colonial norte-americana foi importante motora da independencia norte-americana, gerando e distribuindo informações entre os primeiros núcleos emancipadores, que lutavam pela contra os abusos ingleses. Podemos dizer, enfim, que a imprensa teve papel decisivo na independência norte-americana, como de resto em todos os futuros movimentos libertários que passaram então a ocorrer, tendo como exemplos a Revolução Francesa e a Americana.

Com tudo isto em mente, estamos gratificados em receber estas belas palavras de nosso correspondente e, mais ainda, de sermos convidados por ele e indiretamente por sua comunidade a digitalizar aquela que foi A PRIMEIRA TYPEFACE DA AMERICA COLONIAL:

Hello from the U.S.,
I write to congratulate you on your excellent fonts. I very much enjoy seeing your blackletter fraktur fonts, especially the Hostetler fonts. Here in Pennsylvania, the Amish and Mennonite communities read backletter/fraktur fonts every day. My parents were Amish until they were teenagers, so I am very much interested in fraktur typography. Here in the U.S., Hostetler is a very important Amish name. The most famous Amish historian is John A. Hostetler. Most of the Amish in the U.S. came here to Pennsylvania from Switzerland and Germany. My family came here to the U.S. from Bern and Zweibrucken, etc in the 1700s. I am very much interested in typography and letterpress printing, because I also am a seller of antiquarian books. I have a website about the printing history of the Amish, Mennonites, and other people here in Lancaster County, Pennsylvania and also write a site for Clarke Hess.

Did you know that the first font of the first American type specimen is fraktur / blackletter? I have information about that first American type specimen on my website. Someday someone should digitize this font, because it is one of the most important American fonts. It is not yet digitized. If you ever need a new font project, this would be an excellent project, and would be an important contribution to American typography history.

Best wishes,

Lee Jay S.

Nossos estudos - difíceis, lentos, mas constantes sobre tipografia colonial e tipografia barroca,- têm se mantido ao longo deste primeiros anos de pesquisa tipográfica. E agora entraremos numa nova etapa, de produção dos primeiros resultados. Lançaremos futuros posts comentando o trabalho de preservação e pesquisa nas comunidades da Pensilvania. Aproveite e consulte outros posts sobre tipografia colonial e barroca saídos no Marginalia:

Pequeno ensaio sobre tipografia barroca

O Padre Antonio Vieira

Tipografia Colonial em El Salvador

Dicionário de Tipógrafas ,

Dicionário de Tipógrafos

Dovtrina Christam Concani

Para uma tipografia Colonial2

John Baine, Dicionário de Tipógrafos

Para uma tipografia Colonial2

em produção: Lydia Bailey, a mais bem sucedida tipógrafa da América, no século XIX
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TAGS PARA PRINCIPIANTES:
escrita gótica, escritas antigas

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(1) No entanto, a memória tipográfica ocidental costuma identificar os trabalhos de Sabon como romanos.

domingo, junho 18

para uma tipografia colonial

ADAMS, JAMES - Primeiro tipógrafo a montar um prelo em Wilmington, nos Estados Unidos da América, em 1761. Se você visitar WaldenFont verá que eles produziram uma coleção completa de fontes baseadas no periodo colonial americano. Estarão lá as assinaturas de dezenas de personagens da história colonial americana, começando por George Washington. Estarão lá os tipos de Caslon, que, embora sendo Inglês, obviamente teve importancia na tipografia americana do periodo, a tipografia do Webster Dictionaire, escritas cursivas do período (Copperplate e diplomatica espanhola, para citar duas) elementos decorativos (os woodcuts do periodo) e muito mais. Juntamente com um ensaio contando a historia de James Adams e o nascimento da tipografia e imprensa nos Estados Unidos colonial. Aqui em nosso blog voce tambem pode ler sobre JONN BAYNE, o primeiro tipógrafo colonial bem sucedido, de origem escocesa, como muitos na américa do norte (antes do mestre Bruce) (ilustração: tipos de William Caslon)

Procure em UnosTiposDuros. Lá há links para extensas pesquisas sobre a
tipografia no México, desde os tempos de colonia espanhola. Uma pérola maior ainda: a presença de mulheres à frente das empresas de tipografia desde seus começos no México.

E nós, aqui no Brasil? O que fazemos para realçar e incorporar a história de nossa tipografia e escrita colonial? A Intellecta Design está juntando material para trabalhar nesta empreitada e quer contar com a sua colaboração para listar, coletar, armazenar e som, criar fontes tipograficas comerciais e acuradas com vistas a divulgar nossa historia escrita e tipografica colonial. Mensagens para esta coluna.(ao lado: versão de Caslon da Intellecta)

quarta-feira, setembro 6

BAINE, JOHN, dicionário de tipógrafos

Fundidor de tipo escocês, de Edimburgo, que trabalhou na segunda metade do século XVII. A sua primeira fundição situava-se em St. Andrews mas depois mudou-se para Camlachie perto de Glasgow, em 1744. Depois de 1749 deve ter trabalhado em Londres até 1768 tendo regressado a Edimburgo. Em 1787, juntamente com o seu genro, emigra para Filadélfia onde monta uma fundição tipográfica, a primeira bem sucedida em terras americanas.

sobre a questão da tipografia colonial nas américas leia também:
para uma tipografia colonial
e
para uma tipografia colonial (2)


quinta-feira, março 8

dicionário de tipógrafos : Borges e Bonhomme

BONHOMME, PASQUIER
Impressor parisiense que publicou em 1476 as Chroniques de France, o primeiro livro impresso em francês em Paris e obras de Guillaume Le Fèvre em 1479 e de Jean du Prè em 1481. Ele é lembrado por alguns pesquisadores por ser importante no início da história das letras fraktur em tipografia pela criação de um tipo "bastarda" - com mais curvas que o "textura" e similar ao Schwabacher criado por Friedrich Creussner em Nürnberg em 1485. este tipo em questão voce pode conferir na reprodução abaixo. Quase tão importante foi sua filha Iolande Bonhomme, a qual me deu idéia de abrir uma série de posts intitulada Dicionário de Tipógrafas, onde não faltará a reprodução do excelente material publicado pelo UnosTiposDuros sobre as mulheres na tipografia colonial mexicana

Grandes Chroniques de France. Paris: Pasquier Bonhomme, 16 Jan. 1476/77.

BORGES, ALFREDO FERNANDES
Tipógrafo português que nasceu em 8 de Dezembro de 1924. Filho de família humilde da Lapa, na cidade do Porto, era o terceiro de quatro irmãos. Iniciou a sua vida profissional aos onze anos como aprendiz de tipógrafo. Aos dezoito anos trabalhava na Tipografia Fonseca, à Rua dos Caldeireiros, como oficial compositor, donde saiu dois anos mais tarde para a Tipografia Progredior. Aqui conhece Cândido Rocha, o encarregadoda oficina, que mais tarde montaria tipografia na Rua do Bonjardim. Alfredo Borges acompanhou Cândido Rocha e tornou-se o encarregado da nova tipografia. Em 1961 Alfredo Borges monta tipografia própria de parceria com seu irmão António, na Rua do Almada, assim surgindo a sociedade Alfredo Borges & Irmão ou INOVA, que virá a transformar-se numa das gráficas mais importantes da região norte do país. No começo trabalhavam doze pessoas e o equipamento era constituído por quatro máquinas tipográficas, uma máquina de composição mecânica e uma guilhotina. Apesar das dificuldades a gráfica evolui rapidamente e em 1963 muda-se para novas instalações na Rua Gonçalo Cristóvão sendo então introduzidos novos processos de impressão Em 1979 a gráfica adquire terrenos contíguos à sua sede e projecta a construção de um novo edifício adaptado às exigências da indústria gráfica moderna. Na altura do seu falecimento, em 10 de Janeiro de1984, a Inova era uma empresa com cento e vinte trabalhadores, bem implantada no mercado, e conhecida pela perfeição dos produtos gráficos que produzia.

BORGES, MARCOS
Impressor lisboeta que tinha a sua oficina tipográfica por detrás de Nossa Senhora da Palma, ermida que na Lisboa dos anos de quinhentos ficava situada perto da actual igreja de S. Nicolau Foi impressor da casa e serviço de D. Sebastião. Em 1578 foi-lhe concedido privilégio por três anos para a impressão da Cartilha para ensinar a ler... de D. João de Barros, bispo de Coimbra.

sábado, abril 7

tipografia colonial, El Salvador

aqui neste link voce pode conferir todos os posts que já editamos sobre "tipografia colonial nas américas". e logo abaixo postamos algumas fotos do "El Salvador" um antigo periódico da republica de El Salvador que, estivesse em nossas mãos, bem poderíamos fazer algumas fontes (detalhe para as capitulares...).

se você quiser comprar estas peças históricas e me mandar alguns exemplares eu agradeço. basta visitar esta página e você estará realizando indiretamente o meu sonho.






quinta-feira, abril 19

Tipografia Barroca, pequeno ensaio

aqui está o núcleo para um pequeno ensaio sobre tipografia barroca, parte de nossa pesquisa mais ampla sobre tipografia colonial

O barroco iniciou-se tecnicamente numa data precisa, que foi durante o Concílio de Trento. Este foi o mais longo da história da Igreja (1545-1563) e é chamado Concílio da contra-reforma. Emitiu numerosos decretos disciplinares, em oposição aos protestantes e estandardizou a missa através da igreja católica, abolindo largamente as variações locais. Regula também as obrigações dos bispos e confirma a presença de Cristo na eucaristia através de imagens. Definiu de uma forma explícita e intencional que a arte deve estar ao serviço dos ritos da igreja católica. São criticados pelos protestantes precisamente pelo uso das imagens sagradas por todo o lado, tinham uma postura iconoclasta. Para o catolicismo, as imagens são elementos mediadores entre a humanidade e Deus. Para os teóricos da contra-reforma constitui um meio privilegiado de doutrina cristã e da história sagrada. Assim, na prática, o Vaticano, para combater o Protestantismo, tomou uma série de medidas, entre elas o investimento em arte voluptuosa para atrair os fiéis as Igrejas. Claro que os artistas e a mentalidade para o Barroco já preexistiam, sendo a primeira Igreja barroca, justamente a sede, da recém-fundada Companhia de Jesus, a Igreja de Jesus (1568), com sua fachada de Giacomo della Porta (ca.1541-1604). Por outro lado, alguns teóricos fazem avançar o estilo barroco até meados do século XVIII, com sua derivação rococó ou rocaille, cuja graciosidade requintada de formas sinuosas e assimétricas pode ser vista como um processo natural de desenvolvimento do século anterior.

Os jesuítas foram grandes difusores do Barroco no período colonial através de suas missões. Foram os primeiros a trazer artistas e artesãos de renome, alem de pensadores, como o Padre Sepp, para o Brasil, antes das outras ordens. O movimento Barroco se estendeu até o século XVIII e foi definitivamente sepultado no Brasil com a chegada da missão francesa, trazida pela Coroa Portuguesa quando aqui se instalou fugindo de Napoleão.

Contudo, ainda assim, o Barroco brasileiro é considerado tardio em relação aos outros paises, isto porque só começou para valer com 100 anos de atraso, depois da descoberta do ouro em Minas Gerais, que financiou os artistas e as ordens religiosas para criarem suas igrejas.

Primeiramente, para que vocês possam ver o estilo "cadel", no qual publiquei a fantástica obra de Paulus Francke (realizada em 1602 e portanto classicamente barroca) publico logo abaixo imagens da obra "The Art of Calligraphy", de David Harris. Esta fonte é útilissima para capitulares embora exótica.
PaulusFrancke


A Intellecta também produziu DovtrinaChristam1622, digitalizada de um livro impresso em Goa pelos jesuitas, também barroca e com as muitas imperfeições de uma prensa e de tipos toscos realizados pelos jesúitas naquela missão na Ásia, muito abaixo da qualidade geral das obras da Sociedade de Jesus.

Para trabalhos em texto, que exigem mais legibilidade, a escolha mais adequada, a meu ver, seria a GansIbarra, pois é refinada e para textos em jornal (não em livros), com duas ou tres colunas, garantirá legibilidade e uma sensação de tempos passados para qualquer projeto






voce pode compra este livro pela Amazon.Com, clicando abaixo:



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neste site voce pode obter um ensaio muito erudito (e no entanto de fácil compreensão) sobre o Barroco.
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sexta-feira, setembro 15

... para uma tipografia colonial (2) ...



esta é oriunda da série "Dicionario de Tipógrafos". mas é mais relevante. o site UnosTiposDuros tem trabalho publicado que mostra a proeminencia histórica de mulheres na indústria tipográfica já desde o século XVI em Espanha e México. os mexicanos não apenas nos superaram neste quesito como,
mais importante ainda, no quadro geral da tipografia nas américas. em verdade, superaram, certamente, os norte-americanos. pois o período do "Zorro" antecede o do Capitão América. os espanhois colonizaram a Flórida, sabemos, e Cabeza de Vaca percorreu a pé todo o sul dos Estados Unidos, antes de viajar às Missões da região do Prata. pode ter havido experiencias tipográficas sul-americanas, certamente, nas missões jesuiticas do Prata, mas, infelizmente, eu não sei. a obra de Pedro Balli é deveras importante, como lerás logo abaixo, mas uma obra me chama a atenção como característica do período: a Doutrina Christam que ele imprime em linguas indigenas americanas (mexicano e otomi).

ora, a Intellecta produziu uma fonte baseada na Dovtrina Christam Concani, impressa em Goa, pelos jesuitas. o que leva a crer que as escolas da Companhia de Jesus se esforçavam, globalmente, em produzir gramaticas das linguas das regiões onde assentavam suas missões juntamente com impressões (ainda que toscas, as vezes) da Dovtrina Christam em linguas indigenas, num esforço de propagação da Igreja incentivador da tipografia.

fica a pergunta: as missões do Prata tentaram a sua edição? com a palavra, nossos historiadores jesuitas...


BALLI, PEDRO, dicionario de tipógrafos

Livreiro, encadernador e impressor, possivelmente natural de
Salamanca, que imprimiu diversos textos bilingues, em castelhano e línguas indígenas. Trabalhou na América entre 1576 e 1600. Imprimiu, entre outras obras, a Arte y Dictionario con otras obras en lengua Michuacán de Juan Bauptista Laguna em 1574; Arte de la lenguamexicana y castellana de frei Alonso de Molina em 1576; Arte en lengua mixteca de Antonio de los Reyes de 1593; Vocabulario en lengua misteca dos padres da Ordem dos Pregadores e compilado por frei Francisco de Alvarado, impresso em 1593. Também imprimiu a Doctrina Christiana em língua castelhana e mexicana, de frei Juan de la Anunciación em 1575; Doctrina Christiana muy útil y necesaria en Castellano, Mexicano y Otomí, de 1576; o Confessionario breve en lengua mexicana y castellana de Alonso de Medina, de 1577. Sobre medicina deu à estampa Cirurgía con un arte para sangrar y examen de barbero de Alonso de Hinojosa, impressa em 1595 acerca dos preceitos da arte de curar usados na época. De 1600 é a Relación historiada de las exequias funerales de la magestad
del rey D. Philipp II, nuestro Señor, feitas pelo Tribunal do Santo Ofício.

terça-feira, junho 27

tagliente, palatino, arrighi by Dover Press

Algumas editoras como a Dover Press (falaremos em breve desta) se esmeram em publicar livros com material iconográfico (eles chamam de Dover Pictorial Archives) ou falando especificamente de bibliofilia e tipografia. Outra é a Oak Knoll Books. Este tipo de trabalho editorial caminha desde o inicio dos tempos da tipografia e muitos dos primeiros e principais tipógrafos eram livreiros, como é o caso de Aldus Manutius, que antes de tipógrafo era verdadeiramente editor (Hypnerotomachia Poliphili). Nada mais justo que algumas casas se especializem na história da própria tipografia, ou, como diria William Baskerville, em O Nome da Rosa, "livros que falam de livros", nesta caso, de letras.

Neste link voce tem acesso a um catalogo digital para venda de livros novos e usados (raros) que agrega varias editoras, livreiros e colecionadores e cujo tema central é a bibliofilia e tipofila.

Segundo o catalogo a Oak Nolls
"sells, publishes and distributes books in the fields of: Bibliography, Book Collecting, Book Arts, Books about Children's Books, Book History, Bookplates, Book Trade, Forgery, Censorship, Libraries, Publishing, Bookbinding, Book Design, Book Illustration & Graphic Arts, Marbling, Color Printing, Printing & Printing History, Papermaking & Paper Specimens, Typography & Typeface Specimens, Private Press Books & Fine Printing. Catalogues 10 per annum. Oak Knoll Books has open shop hours from 9-5 Monday through Friday, and Saturdays are open by appointment only. Who are we? Oak Knoll Books was founded by Robert D. Fleck in 1976 to fill a void in the booksellers world. At the time, there were virtually no antiquarian booksellers who specialized in both out-of-print and in-print books about books, book trade history and the book arts. Today, Oak Knoll Books is a thriving company that maintains an inventory of about 20,000 titles and a rapidly growing backlist of over 950 titles published and distributed under its imprint, Oak Knoll Press, which currently publishes 30-40 new titles a year. We co-publish with The British Library, The Delaware Museum, HES and St. Paul's Bibliographies. We also exclusively distribute books in the field for other publishers and organizations such as the American Antiquarian Society, Bibliographical Society (London), Bibliographical Society of America, Bibliographical Society of the University of Virginia, Catalpa Press, The John Carter Brown Library, St. Paul's Bibliographies and W. Thomas Taylor. Our main specialties include books about book collecting, bookselling, bibliography, libraries, publishing, private press printing, fine printing, bookbinding, book design, book illustration, calligraphy, graphic arts, marbling, papermaking, printing, typography and type specimens plus books about the history of these fields. You can reach us via phone, fax, email or regular mail. Our business hours are Monday through Friday, 9 a.m. to 5 p.m. but you may leave a message with our answering machine outside of business hours. We are located in the historic colonial town of New Castle, next to the Delaware River and have an open shop for visitors. We are located close to Philadelphia and Washington, DC and are situated near many historic areas and attractive sights including Winterthur and Longwood Gardens. Please contact us if you would like to plan a visit. What do we do? Our publishing division produces titles for booklovers and those interested in the history of the book and book arts. Successful titles include The Great Libraries: From Antiquity to the Renaissance by Konstantinos Sp. Staikos, ABC for Book Collectors by John Carter, The Art & History of Books by Norma Levarie, Encyclopedia of the Book by Geoffrey Ashall Glaister, Five Hundred Years of Printing by S.H. Steinberg and American Book Design and William Morris by Susan Otis Thompson.. One of our many purposes is to increase awareness and appreciation for the history, art and form of the book as well as to foster the activities of book collecting and bookselling. We encourage those interested in these fields to approach us when they need information, sources and contacts in the books about books field. We serve the newcomer to the book world as well as professionals and the more experienced. We issue twelve antiquarian catalogues in addition to four in-print minilists and two publishing catalogues per year. Our company serves individuals, libraries, bookstores and book dealers and other institutions worldwide. Our customers include private collectors, students and scholars in book trade, book arts and book history, type designers and typographers, printers, graphic artists, librarians, booksellers, bookbinders, papermakers, marblers, professors, book designers, calligraphers and those interested in miniature books and books about book illustration, children's books, censorship and forgery in addition to other subjects related to the field. We constantly strive to reach people in these fields by hosting special events such as private press fairs, author signings and special exhibitions. One of our current projects include a web site for those looking for information and resources relating to the book history and book arts community"

Por que tudo isto? Neste caso especifico a Oak Knolls está vendendo três (3) exemplares de um livro de 1953 que muito me interessa, justamente da Dover Press:

THREE CLASSICS OF ITALIAN CALLIGRAPHY AN UNABRIDGED REISSUE OF THE
WRITING BOOKS OF ARRIGHI, TAGLIENTE AND PALATINO. With an Introduction by Oscar Ogg. Dover Publications N.P. (1953) 8vo., stiff paper wrappers. xii, 272 pages. ¶First edition thus. Private ownership, stamp embossed on title page.

Os preços estão em US$ 20,00, US$ 22,50 e US$ 30,00 (para o mais bem conservado). Uma pechincha em se tratando de um livro com specimens caligraficos dos tres mais importantes mestres caligrafos do século XVI. SIM, EU TAMBEM ESTOU PRODUZINDO FONTES BASEADAS NELES. Arrighi é tão crucial para a hitória da escrita e tipografia que saiba voce que a tua escrita do dia a dia e os caracteres romanos que lês todos os dias em jornais e revistas foram criados originalmente por Aldus Manutius sob influencia estética de Arrighi.

Como sou um sujeito azarado há poucos dias gastei meu saldo em dólares que estava no pay-pal e não posso comprar estes livros. Acho que vou apelar para o cartão de crédito ou para a boa alma de algum cliente interceder em meu favor.

Este assunto é mais um de um grupo de discussões sobre a escrita chancelaresca, que aliás foi minha primeira fonte produzida.

TEMAS RELACIONADOS NESTE BLOG
Paul Lloyd e a fonte Clerica
E as minúsculas de Arrighi? (em produção)
Chancelarescas de Manfred Klein (em produção)
Escrita Chancelaresca
(em produção)
Copperplate (em produção)
George Bruce fleurons and ornaments from Arrighi (em produção)
Dale Guild (em produção)
Chancelaresca, fonte de Paulo W (em produção)
Escrita Inglesa no Recife Antigo (em produção)
Fonte Volitiva (em produção)
Nova Palatino
(em produção)
"The Pen's Excellence" (1618)(em produção)
Escrita Secretária
(em produção)
Escrita Cortesã (em produção)
Escrita Encadeada ou Corrente (em produção)
Jayme Cortesão (em produção)
A Carta de Caminha (em produção)
O tamanho "carta" (em produção)
La Operina (P22 + Gunlaugurr Se Briem)

domingo, março 18

Dicionário de Tipógrafas

como anunciado aqui começa o nosso Dicionário de Tipógrafas, em homenagem aquelas, que, desde os primórdios da tipografia, atuaram lado a lado, e até a frente, dos homens na nossa arte da tipografia e impressão.

como já existe um trabalho pioneiro neste sentido sobre a tipografia mexicana (Nueva Espana) por mulheres desde o período colonial, optamos neste primeiro post em citá-lo, e depois, em próximos posts, iniciaremos as nossas pesquisas neste tema


na ilustração: Beatrice Ward, importante tipógrafa do século XX

terça-feira, abril 10

o Padre Antonio Vieira...

sempre foi uma curiosidade minha saber por que tantos internautas desaguam por aqui justamente por causa de uma procura do Google sobre o Padre Antonio Vieira e os seus Sermões. Não poderia ser uma legião de fanáticos histórico-religiosos, certamente. penso que alguns professores por aí dão de castigo aos seus alunos pesquisas sobre o Padre Vieira, só pode ser

mas para os aficcionados por tipografia eu garanto que o Padre é matéria quente para estudos, como você pode constatar nas fotos a seguir


tratam-se de páginas dos seguintes livros de Vieira:

DEFEZA DO LIVRO INTITVLADO QUINTO IMPERIO QUE HE JUNTAMENTE A SEGUNDA APOLOGIA DO LIVRO CLAVIS PROPHETARUM

SENTENÇA QUE SE DEU NA SANTA INQUIZIÇÃO CONTRA O PADRE ANTONIO VIEYRA 1667

LIBELLO CONTRA O R.

e

BREVE SO SM.P.N. CLEMENTE X AO PADRE ANTONIOVIEYRA DA COMPANHIA DE IESU FIELMENTE TRADUZIDO DA LINGOA PORTUGUEZA, 1690c


1
temos algumas citações correlatas ao Padre Vieira espalhadas em nosso blog, que podem ser conferidas aqui

2
para que não veio aqui atrás de tipografia, mas porque o professor mandou mesmo aí vai a transcrição do verbete sobre o Padre obtido junto à Wikipedia:

António Vieira
(Wikipédia, a enciclopédia livre)
António Vieira ou Antônio Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Bahia, 17 de junho de 1697) foi um religioso português da Companhia de Jesus. Dos mais influentes personagens do século em termos de política, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi-guarani). António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição. Assim, é inteligível que deve ter tido mesmo muitos inimigos dos quais se defender, o que remonta ao material exposto no início deste post. Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e as universidades frequentemente exigem sua leitura, o que explica a minha dúvida inicial.

Biografia

Nascido em lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa. Seu pai serviu a Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição, tendo mudado-se para o Brasil em 1609, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na capitania da Bahia. Em 1614 mandou vir a família para o Brasil. António Vieira tinha seis anos. Tem uma classificação complexa quanto à nacionalidade: passou mais da metade de sua vida no Brasil, e o próprio povo, quando ele caía em desgraça, chamava-o de «Judas do Brasil»; mas foi importante figura na política interna e externa de Portugal, para não falar na cultura.

No Brasil

Estudou na única escola da Bahia: o Colégio dos Jesuítas em Salvador. Consta que não era um bom aluno no começo, mas depois tornou-se brilhante. Juntou-se à Companhia de Jesus com voto de noviço em maio de 1623. Obteve o mestrado em Artes e foi professor de Humanidades, ordenando-se sacerdote em 1634. Em 1624, quando da Invasão Holandesa de Salvador, refugiou-se no interior, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Não partiu para a vida missionária. Estudou muito além da Teologia: Lógica, Física, Metafísica, Matemática e Economia. Em 1634, após ter sido professor de retórica em Olinda, foi ordenado e em 1638 já ensinava Teologia. Quando da segunda invasão holandesa ao Nordeste do Brasil (1630-1654), defendeu que Portugal entregasse a região aos Países Baixos, pois gastava dez vezes mais com manutenção e defesa do que o que obtinha em contrapartida, além do facto de que os Países Baixos eram um inimigo militarmente muito superior na época. Quando eclodiu uma disputa entre Dominicanos (membros da inquisição) e Jesuítas (catequistas), Vieira, defensor dos judeus, caiu em desgraça, enfraquecido pela derrota de sua posição quanto à questão do Nordeste do Brasil.

Em Portugal

Após a Restauração da Independência em (1640), em 1641, iniciou a carreira diplomática pois integrou a missão que veio a Portugal prestar obediência ao novo monarca Impondo-se pela viveza de espírito e como orador, foi nomeado pelo rei pregador régio. Em 1646 foi enviado à Holanda no ano seguinte à França, com encargos diplomáticos. Era embaixador (o pai, antes pobre, foi nomeado pensionista real) para negociar com os Países Baixos a devolução do Nordeste. Caloroso adepto de obter para a coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrou em conflito com a Inquisição mas viu fundada a Companhia de Comércio do Brasil

No Brasil, outra vez

O povo de Portugal não gostava de suas pregações em favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou voltando ao Brasil, de 1652 a 1661, missionário no Maranhão e no Grão-Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios. Diz o Padre Serafim Leite em «Novas Cartas Jesuíticas», Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1940, página 12, que Vieira tem «para o norte do Brasil, de formação tardia, só no século XVII, papel idêntico ao dos primeiros jesuitas no centro e no sul», na «defesa dos Indios e crítica de costumes». «Manoel da Nóbrega e António Vieira são, efectivamente, os mais altos representantes, no Brasil, do criticismo colonial. Viam justo - e clamavam!»

Em Portugal, outra vez

Voltou para a Europa com a morte de D. João IV, tornando-se confessor da Regente, D. Luísa de Gusmão. Com a morte de D. Afonso IV, Vieira não encontrou apoio. Abraçou a profecia sebástica e por isso entrou de novo em conflito com a Inquisição que o acusou de heresia com base numa carta de 1659 ao bispo do Japão, na qual expunha sua teoria do Quinto Império, segundo a qual Portugal estaria predestinado a ser a cabeça de um grande império do futuro. Expulso de Lisboa, desterrado) e encarcerado no Porto e depois encarcerado em Coimbra, enquanto os jesuítas perdiam seus privilégios. Em 1667 foi condenado a internamento e proibido de pregar, mas, seis meses depois, a pena foi anulada. Com a regência de D. Pedro, futuro D. Pedro II de Portugal, recuperou o valimento.

Em Roma

seguiu para Roma, de 1669 a 1675. Encontrou o Papa à morte mas deslumbrou a Cúria com seus discursos e sermões. Com apoios poderosos, renovou a luta contra a Inquisição, cuja atuação considerava nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal romano.

Em Portugal

Regressou a Lisboa seguro de não ser mais importunado. Quando em 1671 uma nova expulsão dos judeus foi promovida, novamente os defendeu. Mas o Príncipe Regente passara a protetor do Santo Ofício e o recebeu friamente. Em 1675, absolvido pela Inquisição, voltou para Lisboa por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos.

No Brasil, pela última vez

Decidiu voltar outra vez para o Brasil, em 1681. Dedicou-se à tarefa de continuar a coligir seus escritos, visando à edição completa em 15 volumes dos seus Sermões, iniciada em 1679, e à conclusão da Clavis Prophetarum. Suas obras começaram a ser publicadas na Europa, onde foram elogiadas até pela Inquisição. Já velho e doente, teve que espalhar circulares sobre a sua saúde para poder manter em dia a sua vasta correspondência. Em 1694 já não conseguia escrever de próprio punho. Em 10 de junho começou a agonia, perdeu a voz, silenciaram-se seus discursos. Em 17 de junho de 1697 faleceu na Bahia, em 18 de Julho de 1697, com 89 anos.

Obra

Deixou obra complexa que exprime suas opiniões políticas, sendo não propriamente um escritor e sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os sermões, dois são os mais célebres: o Sermão da Quinta Dominga da Quaresma e o Sermão da Sexagésima.

Bibliografia

* 1 - CIDADE ( Hernani ) - PE / ANTÓNIO / VIEIRA / ESTUDO / BIOGRÁFICO E CRÍTICO / POR / … / SEPARATA / AGÊNCIA GERAL DAS

COLÓNIAS / LISBOA - M CM XL ( 1940 ).Pequena biografia sobre esta grande figura portuguesa do século XVII, nascido em Lisboa a

6/2/1608, veio a morrer na Baía a 18/7/1697. Separata publicada por altura do duplo centenário da Fundação e Restauração de Portugal.»
* 2 -

Lendas

Existem muitas lendas sobre o padre António Vieira, incluindo a que afirma que, na juventude, a sua genialidade lhe fora concedida por Nossa Senhora, e a que, uma vez, um anjo lhe indicou o caminho de volta à escola quando estava perdido.

Obras

* Sermão da Sexagésima
* Maria Rosa Mística
* Sermão de Santo António aos Peixes
* Sermão de Nossa Senhora do Rosário
* Sermão da Quinta Dominga da Quaresma
* Sermão do Mandato
* Sermão Segundo do Mandato
* Sermão de Santa Catarina Virgem e Mártir
* Sermão Histórico e Panegírico
* Sermão da Glória de Maria, Mãe de Deus
* Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650)
* Sermão da Primeira Dominga do Advento (1655)
* Sermão de São Pedro
* Sermão da Primeira Oitava de Páscoa
* Sermão nas Exéquias de D. Maria de Ataíde
* Sermão de São Roque
* Sermão de Todos os Santos
* Sermão de Santa Teresa e do Santíssimo Sacramento
* Sermão de Santa Teresa
* Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1651)
* Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1644)
* Sermão de Santa Catarina (1663)
* Sermão do Mandato (1643)
* Sermão do Espirito Santo
* Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640)
* Quarta parte, licenças e privilégio real
* Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal
* Sermão da Segunda Dominga da Quaresma (1651)
* Maria Rosa Mística Excelências, Poderes e Maravilhas do seu Rosário
* Sermão das Cadeias de São Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro. No qual sermão é obrigado, por estatuto, o pregador a tratar da Providência, ano de 1674
* Sermão do Bom Ladrão (1655)
* Sermão da Dominga XIX depois do Pentecoste (1639)
* Sermão XII (1639)
* Sermão XIII
* Sermão de Dia de Ramos (1656)
* Quarta Parte em Lisboa na Oficina de Miguel Deslandes
* Sermão do Quarto Sábado da Quaresma (1640)
* Sermão XIV (1633)
* Sermão Nossa Senhora do Rosário com o Santíssimo Sacramento
* Sermão XI Com o Santíssimo Sacramento Exposto
* Sermão da Quinta Dominga da Quaresma (1654)
* Sermão nas Exéquias de D. Maria da Ataíde (1649)
* Sermão de São Roque (1652)
* Sermão Segundo do Mandato (II)
* Sermão do Mandato (1655)
* Sermão da Epifania (1662)
* Sermão da primeira Oitava da Páscoa (1656)
* História do Futuro (vol. I)
* História do Futuro (vol. II)
* Esperanças de Portugal
* Defesa do livro intitulado Quinto Império

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sexta-feira, março 2

dovtrina christam 2 : novas fontes jesuiticas

Anchieta, pelo pintor brasileiro Benedito Calixto

a Intellecta já está iniciando as pesquisas para a criação de mais fontes baseadas na tipografia jesuitica do periodo colonial no Novo Mundo. Dovtrina Christam Concani 1622 foi uma das primeiras fontes históricas da Intellecta. agora, anos depois, Paulo W pretende lançar uma coleção mais ambiciosa de tipos coloniais. e conclama os estudiosos da Companhia de Jesus a participarem desta empreitada que, visa, antes de mais nada, a preservação da história da ordem. emails para Paulo W